Psiquiatria Integrativa

A MenteCorpo é um espaço para atendimento psiquiátrico e psicológico (presencial e online) e canal para uma intervenção psicoeducativa baseada nos princípios do modelo biopsicossocial.

Esta intervenção clínica, integrada e individualizada, acolhe a pessoa inteira nas suas várias condições e dificuldades, atribuindo primazia ao papel único e insubstituível da relação entre terapeuta e paciente. Baseia-se no respeito profundo pela dignidade da pessoa e na lógica afetiva desta dialéctica. Enraíza-se em princípios como a capacidade de auto-reparação do psiquismo e a necessidade fundamental do ser humano em encontrar sentido no sofrimento por si vivenciado, externa ou internamente.

Assume-se, aqui, que os tratamentos convencionais são por vezes parcos na compreensão e transformação da pessoa e respectivos fenómenos psíquicos, contraindo-se numa semiologia e biologia muitas vezes insuficientes. A nossa intervenção expande-se para além de um tecnicismo focado apenas no diagnóstico e na erradicação de sintomas, promovendo a transformação do indivíduo e a sua auto-realização. Portanto, abraça o campo da psiquiatria e da psicologia na leitura de tudo quanto exprime a essência do humano – o corpo, a arte, os mitos, as religiões, a literatura, a Natureza. Em concreto, estabelece como domínios de ação: a intervenção psicoterapêutica; o uso de medicamentos psicoativos; a intervenção nutricional; o recurso a terapias somáticas e técnicas expressivas; a regulação do stress e a modificação do estilo de vida.

 

 

Como lugar de partilha, este projeto surge da vontade e necessidade de legitimar as vozes anónimas de muitos daqueles que encontramos em consultório ao longo da nossa trajetória profissional. Cada uma dessas vozes ocupa intimamente um lugar, deixa uma marca, de dor ou de esperança, que urge ser metabolizada, transformada, expressa. Essas vozes são, de alguma forma, um mosaico da nossa própria linguagem. Fazem parte de nós.

O termo psiquiatria deriva dos seguintes elementos gregos – psykhé, que significa “alma, alento, sopro de vida”, mais recentemente traduzida por mente e iatreía = “arte de curar, medicina”. Por sua vez, terapeuta vem do grego therapeuein, que significa cuidar, atender, aliviar gente. É considerada por muitos autores como a profissão mais antiga do mundo. A referência à palavra therapon ou theraponto já se encontra em Homero, significando o escudeiro, aquele que serve ao guerreiro e herói, o que conduz o carro, aquele que protegeO psiquiatra e psicólogo são, portanto, aqueles que servem a alma do paciente e que estimulam a vida, do sombrio ao libertador.

Este é um espaço para integrar, uma casa onde os afetos têm palco, o corpo é escutado atentamente e o terapeuta permanece ativo na busca de harmonia e de diálogo. Nesta casa há lugar para todos, angustiados, felizes, falhados ou mancos. E todos podem aprender a ser guerreiros ou heróis da sua própria história.

A MenteCorpo é um espaço para atendimento psiquiátrico e psicológico (presencial e online) e canal para uma intervenção psicoeducativa baseada nos princípios do modelo biopsicossocial.

Esta intervenção clínica, integrada e individualizada, acolhe a pessoa inteira nas suas várias condições e dificuldades, atribuindo primazia ao papel único e insubstituível da relação entre terapeuta e paciente. Baseia-se no respeito profundo pela dignidade da pessoa e na lógica afetiva desta dialéctica. Enraíza-se em princípios como a capacidade de auto-reparação do psiquismo e a necessidade fundamental do ser humano em encontrar sentido no sofrimento por si vivenciado, externa ou internamente.

Assume-se, aqui, que os tratamentos convencionais são por vezes parcos na compreensão e transformação da pessoa e respectivos fenómenos psíquicos, contraindo-se numa semiologia e biologia muitas vezes insuficientes. A nossa intervenção expande-se para além de um tecnicismo focado apenas no diagnóstico e na erradicação de sintomas, promovendo a transformação do indivíduo e a sua auto-realização. Portanto, abraça o campo da psiquiatria e da psicologia na leitura de tudo quanto exprime a essência do humano – o corpo, a arte, os mitos, as religiões, a literatura, a Natureza. Em concreto, estabelece como domínios de ação: a intervenção psicoterapêutica; o uso de medicamentos psicoativos; a intervenção nutricional; o recurso a terapias somáticas e técnicas expressivas; a regulação do stress e a modificação do estilo de vida.

Como lugar de partilha, este projeto surge da vontade e necessidade de legitimar as vozes anónimas de muitos daqueles que encontramos em consultório ao longo da nossa trajetória profissional. Cada uma dessas vozes ocupa intimamente um lugar, deixa uma marca, de dor ou de esperança, que urge ser metabolizada, transformada, expressa. Essas vozes são, de alguma forma, um mosaico da nossa própria linguagem. Fazem parte de nós.

 

O termo psiquiatria deriva dos seguintes elementos gregos – psykhé, que significa “alma, alento, sopro de vida”, mais recentemente traduzida por mente e iatreía = “arte de curar, medicina”. Por sua vez, terapeuta vem do grego therapeuein, que significa cuidar, atender, aliviar gente. É considerada por muitos autores como a profissão mais antiga do mundo. A referência à palavra therapon ou theraponto já se encontra em Homero, significando o escudeiro, aquele que serve ao guerreiro e herói, o que conduz o carro, aquele que protegeO psiquiatra e psicólogo são, portanto, aqueles que servem a alma do paciente e que estimulam a vida, do sombrio ao libertador.

Este é um espaço para integrar, uma casa onde os afetos têm palco, o corpo é escutado atentamente e o terapeuta permanece ativo na busca de harmonia e de diálogo. Nesta casa há lugar para todos, angustiados, felizes, falhados ou mancos. E todos podem aprender a ser guerreiros ou heróis da sua própria história.

Célia Soares & Úrsula Dalcolmo

Célia Soares

Célia Soares nasceu em Barcelos, em 1989. Desde cedo cativada pela complexidade do ser humano, optou pela formação académica em medicina na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto entre 2007 e 2013. 

No decorrer do seu percurso na escola de medicina, procurando a compreensão do outro e de si própria enquanto ser em construção, tornou-se fundamental e necessário atravessar pontes entre a biologia, a psicologia e a filosofia, o que culminou na escolha da especialidade de psiquiatria. Realizou o internato médico em psiquiatria no Hospital de Braga entre 2015 e 2020. 

Movida por um desejo profundo de entendimento do humano e sua necessidade última de sentido e transcendência da dor, procurou uma formação capaz de integrar os conhecimentos da psiquiatria e ciência modernas com as práticas e sabedorias ancestrais. Nesse sentido, paralelamente à especialização em Psiquiatria, estudou naturopatia, psiconutrição e medicina integrativa, terapias somáticas e expressivas.

Célia acredita que uma intervenção humanística perante a dor e o sofrimento, enraizada no afeto e cientificamente fundamentada, é fértil à criação de sentido e valor no percurso único de individuação de cada pessoa. Assim, a par da sua prática clínica, tem estado envolvida em projetos de cariz humanitário, comunidades sustentáveis e projetos de arte terapia. Como afirmou P. Laín Entralgo, o bom médico, tal como o bom pintor, não pode contentar-se com a despersonalização da pessoa a quem se diagnostica ou se retrata.

Úrsula Dalcolmo

Úrsula Dalcolmo nasceu na Cidade de Nova Iorque, EUA, cresceu e estudou no Brasil. No Rio de Janeiro formou-se em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica, em 2012, e especializou-se em Psicologia Médica pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, em 2017. No mesmo ano se muda para  Portugal, onde se forma Mestre em Cuidados Paliativos pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, em 2019. Na cidade do Porto fez residência e atualmente exerce sua atividade profissional.

Ao longo de sua prática clínica aprendeu que embora o sofrimento e a doença se possam mostrar de forma mais explícita ora no corpo, na mente, ou na alma, o ser humano é indissociável nestas dimensões, e por isto a sua crença num cuidado integral. Acredita que, para além de todo o conhecimento teórico e técnico, o comprometimento maior de um Terapeuta é assumir e reconhecer a dignidade de cada pessoa, sua estória única e irrepetível. A sua abordagem terapêutica integra técnicas de intervenção psicológica diretivas juntamente com o conhecimento profundo da psique humana, não sendo apenas comprometida com o tratamento dos sintomas ou com a mudança de comportamentos com o objetivo de uma funcionalidade mais pragmática, mas com a transformação do individuo em benefício de sua qualidade de vida global, a promoção da sua capacidade reflexiva e afetiva, bem como da sua liberdade e autonomia no caminho da autorrealização.

Comprometida com a tradição do conhecimento interior, para a qual só aquele que conhece a si mesmo pode conduzir os demais auxiliando o seu processo de cura, a psicóloga tem como prática contínua a sua terapia pessoal. Atualmente, faz formação na Academia Internacional de Psicologia Analítica, ampliando seu conhecimento teórico e prático como Psicóloga Clínica.